sábado, março 31, 2007

A Iniciação - SOMOS UM ALTAR VIVO



JORGE D'OXUM - BABA OMIM
Fundada 05/ 09/ 1999
Raiz de Keto
Filho de Elaine D'Oxala
Neto de Ceci D'Obaluaye
Bisneto de Gigi do BaleAxe Opon Afonja
jfreitas700@hotmail.com

A Iniciação

SOMOS UM ALTAR VIVO.
Iniciar-se ( como se diz popular mente “Fazer o Santo “) é a possibilidade de através do ritual próprios que o lado divino vence o lado profano, e o lado divino vem atona capaz de conduzir a individualidade e a realização de cada pessoa, estabelecendo assim a mais perfeita comunhão possível entre o eu divino e eu profano, com o Universo, com a Natureza, com o Criador, enfim com a própria Vida.Fazer o Santo é nascer novamente, renascer como individuo mais forte, completo, potencialmente seguro, com melhores condições para abandonar medos, traumas ou bloqueios, lançar-se inteiro na busca da realização pessoal.Por isso que existe muito preconceitos com homens no Candomblé, quando dizem que a pessoa entra para o santo vira isso vir aquilo, na verdade o individuo tem assume suas característica, se torna forte e confiante, derruba seus tabus e seus medos , não tento medo de assumir o que realmente é. Isso vai a índole de cada um.Desde o inicio do mundo o homem anseia pelo encontro com o infinito. Essa busca incansável freqüentemente provoca verdadeira batalha que são travada no interiorA iniciação no Candomblé é um processo extremamente complexo e lento, além de ser um assunto que tem muitas restrições para ser discutido publicamente. Assim como há muitas variações associadas à própria palavra que identifica a Religião dos Òrìñà no Brasil - Candomblé, há também diversos tipos de iniciação. Estes tipos classificam-se, basicamente, em iniciação de adïñù e de não adïñù. Apenas para exemplificar, há dois conhecidos exemplos de iniciados que podem ser classificados como "não adïñù": os Îgán (homens) e as Ëkëdi (mulheres), também chamadas Ajòyè, o(a) seguidor(a) é escolhido por um Orixa manifestado durante uma cerimônia de Candomblé e, após um dado período, é confirmado(a). Os iniciados "não adïñù", ao contrário dos adïñù, não podem iniciar outras pessoas e têm suas obrigações/tarefas muito bem delimitadas dentro do lado brasileiro da religião, que tem como filosofia o princípio de que não é possível dar a ninguém aquilo que não recebemos, ou seja, aquilo que não temos para dar. Diversos são os caminhos (motivos) que levam uma pessoa a ser iniciada. É praticamente impossível relacionar todos caminhos, já que eles podem ser diretamente proporcionais ao número de pessoas iniciadas até hoje, "Ou você chega aos Orixa pelo amor, ou pela dor". Em outras palavras, há pessoas que têm que ser iniciadas, outras o são simplesmente porque assim quiseram e os Orixa concordaram, ou seja, estas últimas poderiam esperar o tempo que os Orixa julgassem necessário para serem iniciadas - o que poderia significar uma vida inteira, mas preferiram fazê-lo simplesmente porque amavam a religião. E se há um componente que é desejável para um seguidor ser iniciado, este ingrediente é o amor, o qual teórica e automaticamente conduz à dedicação. Abíyán poderá ficar uma vida inteira nesta condição se assim os Orixa desejarem. Por outro lado, se os Orixa decidirem pela iniciação, durante um Candomblé (neste contexto, a cerimônia pública) este abíyán poderá "bolar no santo" como sendo a primeira manifestação física do Orixa, a qual tomamos a liberdade de acrescentar à nossa definição inicial de "manifestação física que diz que deve ser iniciado o mais breve possível". Após a definitiva decisão sobre a iniciação, a Ìyálórìxà determinará através do jogo quando o processo terá início. Definida a data, que muito tem a ver com o Orixa do futuro iniciado, com as determinações do Orixa dono da casa e outras tantas implicações, o abíyàn apresenta-se, pela última vez nesta condição em toda sua existência, diante da Ìyálórìxà. A partir deste momento, ele deu início a um processo que durará SETE anos na esmagadora maioria das nações.

1 Comments:

Anonymous Roseli Raquel said...

Bonito o texto, gostei!

brancozaniboni@yahoo.com.br

29 julho, 2007 13:25  

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